O QUE É PSICOPEDAGOGIA?


A Psicopedagogia é um campo do conhecimento que se propõe a integrar, de modo coerente, conhecimentos e princípios de diferentes Ciências Humanas com a meta de adquirir uma ampla compreensão sobre os variados processos inerentes ao aprender humano.

Enquanto área de Conhecimento Multidisciplinar, interessa a Psicopedagogia compreender como ocorre os processos de aprendizagem e entender as possíveis dificuldades situadas neste movimento.

Para tal, faz uso da integração e síntese de vários campos do conhecimento, tais com a Psicologia, a Psicanálise, a Filosofia, a Psicologia Transpessoal, a Pedagogia, a Neurologia, entre outros.


terça-feira, 15 de novembro de 2011

LIVRO - THEREZA BIANCHI

Título: TRANSTORNOS E DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM  
entendendo melhor os alunos com necessidades educativas especiais.

Faço parte dessa obra organizada por Simaia Sampaio e Ivana Braga de Freitas
Meu artigo - Disgrafia: Uma análise Psicopedagógica e Psicomotora de crianças com dificuldades na escrita
Sinopse:
A Educação Especial, tradicionalmente realizada em escolas voltadas a um público específico, vem cedendo espaço gradativamente para as escolas regulares. É o que se pode chamar de Inclusão: a inserção de crianças com dificuldades específicas em uma sala de aula regular.
Contudo, considerar a inclusão apenas o aspecto integrativo é algo muito superficial e contraditório ao conceito e ao propósito deste processo. Sendo assim, cabe ao profissional de Educação buscar meios de aprimorar sua prática atendendo efetivamente a esse público diversas vezes tão heterogêneo, alinhando sua conduta e intervenção às necessidades desse(s) aluno(s).
Este livro proporciona orientações diversificadas e essenciais para quem vive o contexto escolar e considera as Necessidades Educativas Especiais (NEE) de forma ampla trazendo uma análise detalhada de diversos transtornos ligados à infância e à adolescência, fase à qual a educação infantil e o ensino fundamental estão relacionados. Trata-se de uma obra atualizada, mostrando os avanços e as pesquisas relacionados ao contexto da inclusão, e escrita por profissionais especializados, que lidam diretamente com as dificuldades e os transtornos de aprendizagem tanto nos consultórios como nas salas de aulas.



Valor do Livro R$ 52,00 mais o frete 


PARA QUEM DESEJAR ADQUIRIR O LIVRO, É SÓ ENVIAR SEUS DADOS  E SERÁ 

ENTREGUE EM 10 DIAS APÓS O RECEBIMENTO EM CONTA. 
( o valor do frete será analisado pelo CEP.) 

therezabianchi@gmail.com






terça-feira, 7 de junho de 2011

CURSO ONLINE DE PSICOMOTRICIDADE E APRENDIZAGEM

CURSO ONLINE DE PSICOMOTRICIDADE E APRENDIZAGEM PARA PROFISSIONAIS E ALUNOS DA ÁREA.


INÍCIO IMEDIATO


Após a inscrição pelo site: www.psicopedagogavaleria.com.br, (CURSOS) o participante recebe via e-mail a senha de acesso e nome de usuário para entrar no ambiente virtual de estudos e iniciar.


Tutoria: Thereza Bianchi
Pedagoga, Psicopedagoga e Psicomotricista, Presidente da Escola de Pais do Brasil - seccional São Paulo-centro


Objetivo: Oferecer atualização temática a acadêmicos e profissionais de nível superior, interessados no estudo da psicomotricidade.


Conteúdo:
MÓDULO I
- DEFINIÇÃO E HISTÓRICO DA PSICOMOTRICIDADE
- A LINGUAGEM DO CORPO (VÍDEO)
- CONHECIMENTO CORPORAL
- ESQUEMA CORPORAL
- COMO SE DESENVOLVE O ESQUEMA CORPORAL ?
- ALGUMAS FORMAS DE TRABALHAR O ESQUEMA CORPORAL.
- IMAGEM CORPORAL
- TONICIDADE
- LATERALIDADE
- LATERALIDADE CRUZADA
- EQUIILÍBRIO
- COORDENAÇÃO MOTORA OU PRAXIA GLOBAL
- PRAXIA FINA
- ORIENTAÇÃO ESPAÇO TEMPORAL
- ORIENTAÇÃO ESPACIAL
- NOÇÃO TEMPORAL
- RELAXAMENTO
- RESPIRAÇÃO
- TECNICAS DE RELAXAMENTO PARA CRIANÇAS
- O DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR


MÓDULO II
-DISTURBIOS PSICOMOTORES
-LATERALIDADE E PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM
-COMO A EDUCAÇÃO FÍSICA E A ESCOLA PODEM CONTRIBUIR PARA DIMINUIR AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
-SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA AJUDAR A EVITAR POSSÍVEIS PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM
-EDUCAÇÃO PSICOMOTORA COMO PAR INTEGRANTE DE TODA A ATUAÇÃO PEDAGÓGICA
-A EDUCAÇÃO ATRAVÉS DO CORPO
I-NTERAÇÕES DAS FUNÇÕES MOTORAS, PSICOMOTORA E PERCEPTIVAS COMO AS FUNÇÕES PERMANENTES COGNITIVAS
-A ESCRITA É ANTES DE MAIS NADA, UM APRENDIZADO MOTOR
-PSICOMOTRICIDADE E ATENÇÃO
-PSICOMOTRICIDADE, LEITURA E ESCRITA
-PSICOMOTRICIDADE E MATEMÁTICA
-O PROFESSOR E A PSICOMOTRICIDADE
-PSICOMOTRICIDADE E LUDICIDADE


MÓDULO III
BATERIA DE AVALIAÇÃO PSICOMOTORA
APLICANDO O TESTE BPM
RELATO DE TESTES APLICADOS E CRIANÇAS


MÓDULO IV
- SUGESTÕES DE INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS


Público-alvo: Professores, psicopedagogos, Acadêmicos em fase de graduação ou especialização; Mestrandos; Doutorandos e Profissionais da Educação Infantil, Pedagogia, Arte terapia, Psicanálise, Psicologia, Serviço Social, Sociologia Clínica, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e demais estudiosos interessados pela temática e pesquisa sobre psicomotricidade.
Duração: 60 dias após a inscrição.
Certificado: 20 dias após a conclusão da oficina.(via e-mail).


INSCRIÇÕES: www.psicopedagogavaleria.com.br (CURSOS)


Contato: cursos@psicopedagogavaleria.com.br



FAÇA JÁ SUA INSCRIÇÃO

quarta-feira, 13 de abril de 2011


Diante da dúvida que permeia a cabeça de muitos pais sobre a questão da lateralidade (predominância motora de um dos lados do corpo), quando vê o bebê segurando o brinquedo ora com uma mão, ora com outra, os especialistas garantem que essa é uma agilidade motora normal, já que nesta faixa etária a criança é ambidestra (habilidade com as duas mãos). 

A lateralidade é determinada por volta dos 6 aos 8 anos, no entanto antes dessa fase a criança manifesta sua escolha quanto ao uso de uma das mãos. 
As causas que originam a lateralidade da criança ainda não apresentam uma conclusão definitiva, porém alguns cientistas sustentam a idéia da determinação genética. Sendo assim, uma característica adquirida dos pais. Segundo estudo realizado no início dos anos 90, filhos de pais destros têm 9,5% de chance de ser canhotos. A possibilidade aumenta de 19,5%, quando o pai ou a mãe é canhoto. Em casos que o pai e a mãe são canhotos, o filho poderá apresentar 26% de chance de ser canhoto. 
A lateralidade é dominada pelo cérebro, sendo que os movimentos da parte esquerda do corpo são estimulados pelo hemisfério cerebral direito e vice-versa. 
Antigamente, as crianças canhotas eram vistas como anormais. Na escola recebiam castigos como “reguadas” e tinham o braço esquerdo amarrado pelos professores.
A lateralidade da criança não deve ser reprimida, uma vez que pode ocasionar prejuízos à criança, como afirmam os neurologistas. Um exemplo disso é a dificuldade em ser alfabetizada quando são canhotas e obrigadas a utilizar a mão direita. A leitura e a escrita também podem ser retardadas. Podem enfrentar problemas de orientação espacial, fazendo-as tropeçar e trombar nas coisas.

terça-feira, 5 de abril de 2011

VOCÊ SABE O QUE É DISORTOGRAFIA?


A Disortografia caracteriza-se por troca de fonemas na escrita, junção (aglutinação) ou separação indevidas das palavras, confusão de sílabas, omissões de letras e inversões. Além disso, dificuldades em perceber as sinalizações gráficas como parágrafos, acentuação e pontuação. Devido à essas dificuldades o indivíduo prepara textos reduzidos e apresenta desinteresse para a escrita. A Disortografia não compromete o traçado ou a grafia. Um sujeito é disortográfico quando comete um grande número de erros. Até a 2ª série é comum que as crianças façam confusões ortográficas porque a relação com sons e palavras impressas ainda não estão dominadas por completo.
Causa
Considera-se que 90% das disortografias têm como causa um atraso de linguagem ou atraso global de desenvolvimento.
Tratamento
Depois de uma avaliação fonoaudiológica o profissional irá traçar um plano de tratamento para que a disortografia não se torne uma vilã na aprendizagem.
O fonoaudiólogo poderá desenvolver um atendimento preventivo antes mesmo do terceiro ano (antiga 2ª série).
Quanto antes o tratamento com um fonoaudiólogo melhor será o prognóstico!
Veja um caso clínico de um paciente com 9 anos, no 4º ano:
Exemplo de disortografia com aglutinações, omissões e separação indevida de palavra.
Após 3 meses de tratamento:
Escrita sem aglutinações e omissões.



SEU FILHO É DISGRÁFICO?



Disgrafia



Alteração da escrita que a afecta na forma ou no significado, sendo do tipo funcional. Perturbação na componente motora do acto de escrever, provocando compressão e cansaço muscular, que por sua vez são responsáveis por uma caligrafia deficiente, com letras pouco diferenciadas, mal elaboradas e mal proporcionadas.
De forma geral, a criança com disgrafia apresenta uma série de sinais ou manifestações secundárias motoras que acompanham a dificuldade no desenho das letras, e que por sua vez a determinam. Entre estes sinais encontram-se uma postura incorrecta, forma incorrecta de segurar o lápis ou a caneta, demasiada pressão ou pressão insuficiente no papel, ritmo da escrita muito lento ou excessivamente rápido.

Sinais indicadores:

  • Postura gráfica incorrecta.
  • Forma incorrecta de segurar o instrumento com que se escreve.
  • Deficiência da preensão e pressão.
  • Ritmo de escrita muito lento ou excessivamente rápido.
  • Letra excessivamente grande.
  • Inclinação.
  • Letras desligadas ou sobrepostas e ilegíveis.
  • Traços exageradamente grossos ou demasiadamente suaves.
  • Ligação entre as letras distorcida.

Problemas associados:

  • Biológicos.
  • Perturbação da lateralidade, do esquema corporal e das funções perceptivo-motoras.
  • Perturbação de eficiência psicomotora (motricidade débil; perturbações ligeiras do equilíbrio e da organização cinético-tónica; instabilidade).
  • Pedagógicas
    • Orientação deficiente e inflexível,
    • Orientação inadequada da mudança de letra de imprensa para letra manuscrita,
    • Ênfase excessiva na qualidade ou na rapidez da escrita,
    • Prática da escrita como actividade isolada das exigências gráficas e das restantes actividades discentes.
  • Pessoais
    • Imaturidade física,
    • Motora,
    • Inaptidão para a aprendizagem das destrezas motoras,
    • Pouca habilidade para pegar no lápis,
    • Adopção de posturas incorrectas,
    • Défices em aspectos do esquema corporal e da lateralidade.

O que pode fazer:

PROCURE UM PROFISSIONAL ESPECIALIZADO

  • Encorajar a expressão através de diferentes materiais (pinturas e lápis). Todas as tarefas que impliquem o uso das mãos e dos dedos são positivas.
  • Incitar a criança a recortar desenhos e figuras, a fazer colagens e picotar.
  • Promover situações em que a criança utilize a escrita (ex.: escrever pequenos recados, fazer convites e postais).
  • Fazer atividades como contornar figuras, pintar dentro de limites, ligar pontos, seguir um tracejado, etc.
  • Deixar a criança expressar-se livremente no papel, sem corrigir nem julgar os resultados.

    sexta-feira, 1 de abril de 2011

    O Assunto é Sexo. E é sério!

    Respeitar o próprio corpo e o dos outros, tratar com objetividade os assuntos íntimos e ter informação para planejar uma vida sexual saudável. Esses são os principais pontos do projeto institucional que NOVA ESCOLA preparou para turmas da pré-escola ao 9º ano. Segundo o psicólogo Antonio Carlos Egypto, fundador do Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual (GTPOS), todas as escolas deveriam ter projetos específicos sobre o tema desde as classes de Educação Infantil: "Até o 5º ano, a principal tarefa do professor é observar as atitudes das crianças. Nem sempre as dúvidas são expressas em palavras. Mas, se um garoto abaixa a calça ou levanta a saia da coleguinha, é hora de conversar sobre as diferenças entre meninos e meninas." Organizar palestras isoladas não surte efeito. O que funciona memo é trabalhar os assuntos sem medo nem preconceito - afinal, algumas das questões precisam ser retomadas, com diferentes graus de aprofundamento conforme mudam as dúvidas e o nível de compreensão dos estudantes.


    Preparar a equipe e os pais

    O primeiro passo, segundo a obstetra Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan, organização não-governamental especializada em formação de professores na área de Orientação Sexual, é o próprio professor refletir e relativizar as noções que tem sobre sexualidade. "Nessa área, educar não é passar opiniões nem valores para os alunos, mas discutir a realidade para que cada um possa escolher seu caminho de forma responsável e consciente." Por exemplo, de nada adianta discutir numa aula a importância de respeitar a opção sexual se, em outra, um professor faz piadas desrespeitosas para com os homossexuais. O ideal é a equipe toda intervir com um discurso semelhante.


    Satisfazer a curiosidade É Hora de se auto-conhecer

    Explorar as diferenças físicas entre meninos e meninas é uma forma de satisfazer a curiosidade das turmas de pré-escola. professoras das turmas de pré-escola usam jogos e livros para falar sobre o tema. O quebra-cabeça, por exemplo, ajuda a conhecer o próprio corpo (e também o dos colegas).


    Em debate, as questões de gênero

    Para fazer cartazes sobre os órgãos reprodutores, a em Fortaleza, pesquisaram e aprenderam as diferenças físicas entre homens e mulheres. Na sala de aula, eles discutiram também alguns aspectos comportamentais e emocionais relacionados aos dois sexos.


    Falar com responsabilidade Usando as palavras certas

    Por volta dos 9 anos, a criançada descobre o palavrão para se referir aos órgãos sexuais. Mas os termos são usados também para agredir ou fazer graça. Um jeito de amenizar essa questão é escrever os nomes corretos no quadro, a professora da EMEF e usá-los nas conversas com a garotada.


    Respeitar a privacidade Sexualidade com responsabilidade

    A melhor forma de evitar a gravidez indesejada é conhecer alguns métodos anticoncepcionais, como a camisinha. É o que em Recife, oferece aos jovens (acima). Além disso, as turmas de 7º e 8º anos produzem cartazes com textos e dados sobre doenças sexualmente transmissíveis, sobre as responsabilidades que vêm junto com a vida sexual e as conseqüências de ter um filho quando se é adolescente.

    SOBRE A INCLUSÃO - PARA REFLETIR!


    PODRE COCOZINHO!!!

    Era uma vez um cocô. Um cocozinho feio e fedidinho, jogado no pasto de uma fazenda. Coitado do cocô! Desde que veio ao mundo, ele vinha tentando conversar com alguém, fazer amigos, mas quem passava por ali não queria saber dele:
    - Hum! Que coisa fedida! - diziam as crianças.
    - Cuidado! Não encostem na sujeira! - avisavam os adultos.

    E o cocozinho, sozinho, passava o tempo cantando, triste:
    Sou um pobre cocozinho
    Tão feinho, fedidinho
    Eu não sirvo para nada
    Ninguém quer saber de mim...

    De vez em quando ele via uma criança e torcia para que ela chegasse
    perto dele, mas era sempre a mesma coisa:
    - Olha a porcaria! - repetiam todos.
    Não restava nada para o cocô fazer, a não ser cantar baixinho:

    Sou um pobre cocozinho
    Tão feinho, fedidinho...

    Um dia ele viu que um homem se aproximava;já imaginando o que ia acontecer, o cocozinho se encolheu."Mais um que vai me xingar", pensou. Mas... Oh! Surpresa! O homem foi chegando, abrindo um sorriso, e seu rosto se iluminou:
    - Mas que maravilha! Que belo cocô! Era exatamente disso que eu precisava.O cocô nem acreditava no que estava ouvindo. Maravilha, ele? Precisando?
    Aquele homem devia ser maluco!Pois aquele homem não era maluco, não. Era um jardineiro.
    E, usando uma pá, com todo o cuidado, ele levou o cocozinho para um lindo jardim.
    Ali, acomodou-o na terra, ao pé de uma roseira. E, depois de alguns dias, o cocozinho percebeu, feliz e orgulhoso, que, graças a sua força, a roseira tinha feito brotar uma magnífica rosa vermelha, bela e perfumada.





    Rosane Pamplona, autora deste conto, foi professora de Língua Portuguesa em várias escolas e universidades. Atualmente escreve livros, conta histórias e forma professores. 





    Um Professor

    O pequeno Carlinhos chegou em casa cedo e correu para o colo do vovô. Ele adorava as histórias dele. Sempre tinha animal no enredo e como ele não tinha vergonha de chorar, esperava ansioso o final para se emocionar. Hoje seu avô estava muito triste:
    -         o que houve vovô – indagou o neto – porque está com essa cara de tristeza?
    -         Desculpe carlinhos mas fiquei sabendo, ainda a pouco, que um amigo de infância faleceu.
    -         Poxa! Pela quantidade de lágrimas que tem no lenço o senhor devia gostar muito mesmo dele...
    O vovô enxugou mais uma vez o rosto. Suas rugas banhadas em emoção lhe trouxeram á mente lembranças daquele que o ajudara tanto.
    -         como era o nome dele vovô? Perguntou carlinhos.
    -         Eu não lembro, minha memória não ajuda mais, porém ainda sei qual era sua profissão...
    O netinho se aconchegou no colo quentinho e aguçou os ouvidos. Sentiu que alguma história viria.
    -         meu amigo era um professor!
    -         Um professor? Mas vovô, tu choras por um professor? Se ao menos fosse um médico, um artista de televisão, um jogador de futebol mas um professor?
    -         Não sabe o que está dizendo Carlinhos, só o tempo é capaz de dizer quem realmente são as pessoas importantes de nossas vidas. Um professor é alguém que me ensinou a engatinhar nas sílabas quando eu tropeçava nas letras, alguém que me cantou as rimas dos poetas, quando eu temia a prosa da vida, me levou por uma viagem mundo a fora quando eu era pobre e não conseguia sair do quintal de casa; um professor é alguém que me abriu os olhos para o mundo e me preparou para viver, alguém que me disse: estude, quando eu só pensava em brincar, e brincando eu aprendi; até hoje sinto falta de suas broncas, pois hoje estou velho e não tenho ninguém para me dar broncas; um professor é aquele amigo que me acompanhou pelas horas difíceis das provas, avisou  dos perigos do caminho e ainda com sua mão generosa e seu coração paciente plantou sementes de esperança e alegria dentro de mim, alguém que abençoou meus talentos quando disse: você pode! E acordou minhas vocações quando escreveu no quadro negro: Parabéns pelo seu esforço! Se eu pudesse voltar atrás, agradeceria tudo que ele fez por mim, na época eu não entendia que aquele homem simples, de fala mansa, gesto amigo, seria a pessoa mais importante da minha vida. Se hoje sou o que sou, devo a ele Carlinhos...
     O neto nem conseguia controlar a emoção. Chegava a soluçar. Realmente, ele como aluno devia ter no mínimo 10 professoras mas vivia tão distraído brincando, conversando, desenhando que nunca tinha parado para perceber como aquelas pessoas eram importantes para ele.
    -         vovô, o senhor poderia escrever isso tudo que falou para meu professor?! Mas quero que o senhor coloque o meu nome no final. É para ele pensar que fui eu mesmo que escrevi.
     O vovô deu um abraço bem forte no netinho e esboçou um sorriso.
    “Queira Deus as pessoas não precisem chegar a minha idade para reconhecer como são importante os professores! – pensou o vovô – pena hoje ele não estar mais vivo. Ainda teria muita coisa para dize-lo” concluiu.



    Por João Márcio (Bacharel em letras- Licenciado em latim, grego, inglês e literatura)
    Psicopedagogo clinico e institucional
    Especialista em Gestão da Saúde
    Palestrante e escritor, autor do livro Os Quatro Pilares da Educação
    Colunista do jornal de mão em mão e do
    site www.paralerepensar.com.br





    O que é o Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (TDAH)

    Antes de sugerir que um aluno tem hiperatividade, veja se é sua aula que não anda prendendo a atenção. Cinco pontos essenciais sobre esse transtorno.








    À primeira vista, a estatística soa alarmante: de 3 a 6% das crianças em idade escolar sofrem com o Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (o nome oficial do TDAH), que muita gente conhece somente como hiperatividade. Quer dizer então que, numa classe de 30 alunos, sempre haverá um ou dois que precisam de remédio? Não. Na maioria das vezes, o acompanhamento psicológico é suficiente. E, se o problema for bagunça ou desatenção, vale analisar se a causa não está na forma como você organiza a aula. "Geralmente, a inquietação costuma estar mais relacionada com a dinâmica da escola do que com o transtorno", diz Ma­u­ro Muszkat, especialista em Neuropsicologia Infantil da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Quando o caso é mesmo de TDAH, são três os sintomas principais: agitação, dificuldade de atenção e impulsividade - que devem estar presentes em pelo menos dois ambientes que a crian­ça frequenta. Por tudo isso, nun­­ca é demais lembrar que o diagnóstico precisa de respaldo médico. Veja cinco pontos essenciais sobre o transtorno.
    1. Agitação não é hiperatividade

    Há dias em que alguns alunos parecem estar a mil por hora e nada prende a atenção deles. Isso não significa que sejam hiperativos. O problema pode ter raízes na própria aula - atividades que exijam concentração muito superior à da faixa etária, propostas abaixo (ou muito acima) do nível cognitivo da turma e ambientes desorganizados e que favoreçam a dispersão, por exemplo. Em outras ocasiões, as causas são emocionais. "Questões como a morte de um familiar e a separação dos pais podem prejudicar a produção escolar", diz José Salomão Schwartzman, neurologista especialista em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Nesses casos, os sintomas geralmente são transitórios. Quando ocorre o TDAH, eles se mantêm e são tão exacerbados que prejudicam a relação com os colegas. Muitas vezes, o aluno fica isolado e, mesmo hiperativo, não conversa.

    2. Só o médico dá o diagnóstico

    Um levantamento realizado recentemente pela Unifesp aponta que 36% dos encaminhamentos por TDAH recebidos no setor de atendimento neuropsicológico infantil da instituição são originados da escola por meio de cartas solicitando aos pais que procurem tratamento para o filho. "Em muitos casos, o transtorno não se confirma", afirma Muszkat. A investigação para o diagnóstico costuma ser bem detalhada. Hábitos, traços pessoais e histórico médico são esquadrinhados para excluir a possibilidade de outros problemas e verificar se os aspectos que marcam o transtorno estão mesmo presentes. Como ocorre com a maioria dos problemas psicológicos (depressão, ansiedade e síndrome do pânico, por exemplo), não há exames físicos que o problema. Por isso, o TDAH é definido por uma lista de sintomas. Ao todo são 21 - nove referentes à desatenção, outros nove à hiperatividade e mais outros três à impulsividade.

    3. Nem todos precisam de remédio

    Entre os anos de 2004 e 2008, a venda de medicamentos indicados para o tratamento cresceu 80%, chegando a cerca de 1,2 milhão de receitas, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Diversos especialistas criticam essa elevação, apontando-a como um dos sinais da chamada "medicalização da Educação" - a ideia de tratar com remédios todo tipo de problema de sala de aula. "Muitas vezes, o transtorno não é tão prejudicial e iniciativas como alterações na rotina da própria escola, para acolher melhor o comportamento do aluno, podem trazer resultados satisfatórios", explica Schwartz­wman. Quando a medicação é necessária, os estimulantes à base de metilfenidato são os mais prescritos pelos médicos. Ao elevar o nível de alerta do sistema nervoso central, ele auxilia na concentração e no controle da impulsividade. O medicamento não cura, mas ajuda a controlar os sintomas - o que se espera é que, juntamente com o acompanhamento psicológico, as dificuldades se reduzam e deixem de atrapalhar a qualidade de vida. Vale lembrar que o remédio é vendido somente com receita e, como outros medicamentos, pode causar efeitos colaterais. Cabe ao médico avaliá-los.

    4. O diálogo com a família é essencial

    Em alguns casos, os professores conseguem participar das reuniões com os pais e o médico. Quando isso não é possível, conversas com a família e relatórios periódicos enviados para o profissional da saúde são indicados para facilitar a comunicação. É importante lembrar ainda que não é por causa do transtorno que professores e pais devem pegar leve com a criança e deixar de estabelecer limites - a maioria das dificuldades gira em torno da competência cognitiva, da falta de organização e da apreensão de informações, e não da relação com a obediência. Durante os momentos de maior tensão, quando o estudante está hiperativo, manter o tom de voz num nível normal e tentar estabelecer um diálogo é a melhor alternativa. "Se o adulto grita com a criança, ambos acabam se exaltando rápido e, em vez de compreender as regras, ela pode pensar que está sendo rejeitada ou mal compreendida", diz Muszkat.

    5. O professor pode ajudar (e muito)

    Adaptar algumas tarefas ajuda a amenizar os efeitos mais prejudiciais do transtorno. Evitar salas com muitos estímulos é a primeira providência. Deixar alunos com TDAH próximos a janelas pode prejudicá-los, uma vez que o movimento da rua ou do pátio é um fator de distração. Outra dica é o trabalho em pequenos grupos, que favorece a concentração. Já a energia típica dessa condição pode ser canalizada para funções práticas na sala, como distribuir e organizar o material das atividades. Também é importante reconhecer os momentos de exaustão considerando a duração das tarefas. Propor intervalos em leituras longas ou sugerir uma pausa para tomar água após uma sequência de exercícios, por exemplo, é um caminho para o aluno retomar o trabalho quando estiver mais focado. De resto, vale sempre avaliar se as atividades propostas são desafiadoras e se a rotina não está repetitiva. Esta, aliás, é uma reflexão importante para motivar não apenas os estudantes com TDAH, mas toda a turma.


    quinta-feira, 31 de março de 2011

    Adaptações para os Materiais Escolares
    A tecnologia assistiva é um auxílio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência. Não deve se voltar unicamente a promover uma habilidade no aluno, fazendo com que ele realize tarefas como as de seus colegas. A TA na educação será o meio pelo qual esse aluno possa fazer do seu jeito e assim ele se tornará ativo no seu processo de desenvolvimento e aquisição de conhecimentos.
    Higiene Bucal


    Engrossadores de Lápis , pincéis e apontadores.
    Pode ser feito com espuma macia,emborrachados(EVA),Uma bola de borracha encontrada em farmácias e que faz parte do “sugador de leite.














    Tesoura adaptada com arame revestido exige o 
    movimento de fechar a mão.




    Adaptações para lápis (encontrados em grandes papelarias)


     Carteira escolar Inclusiva- Toda escola deve ter a carteira para oferecer a seus alunos especiais.
     foto retirada do blog :http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.com


    sábado, 19 de fevereiro de 2011

    OS DEZ MANDAMENTOS DO DEVER DE CASA

    1. Jamais faça a lição por seu filho ou permita que outros o façam (avós, empregada, irmão mais velho, amigo). Tenha clareza de que a lição é de seu filho e não sua, portanto, ele tem um compromisso e não você. Deixe-o fazendo a sua tarefa e vá fazer algo seu. Ele precisa sentir que o momento da tarefa é dele.

    2. Organize um espaço e um horário apropriados para ele fazer as tarefas.

    3. Troque ideias ou formule perguntas para ajudar no raciocínio, mas só se for requisitado. Não dê respostas, faça perguntas, provoque o raciocínio.

    4. Oriente, a correção fica a cargo do professor. Importante: não vale apagar o erro de seu filho. Quem deve fazer isso é o professor. Aponte os erros (torne o erro construtivo).

    5. Diga "tente novamente" diante da queixa. Refaça. Recomece. Caso seu filho perceba que errou, incentive-o a buscar o acerto ou uma nova resposta. Demonstre com exemplos que você costuma fazer isso. Nesse caso, valem os itens anteriores para reforçar este.

    6. Torne o erro construtivo. Errar faz parte do processo de aprender (e de viver!). Converse, enfatizando a importância de reconhecermos os nossos erros e aprendermos com eles. Conte histórias que estão relacionadas a equívocos.

    7. Lembre-se de que fazem parte das tarefas escolares duas etapas: as lições e o estudo para rever os conteúdos. As responsabilidades escolares não findam quando o aluno termina as lições de casa. Aprofundar e rever os conteúdos é fundamental.

    8. Não misture as coisas. Lição e estudar são tarefas relacionadas à escola. Lavar a louça, arrumar o quarto e guardar os brinquedos são tarefas domésticas. Os dois são trabalhos, no entanto, de naturezas diferentes. Não vincule um trabalho ao outro, e só avalie as obrigações domésticas.

    9. Não julgue a natureza, a dificuldade ou a relevância da tarefa de casa. A lição de casa faz parte de um processo que começou em sala de aula e deve terminar lá. Se você não entendeu ou não concordou, procure a escola e informe-se. Seu julgamento pode desmotivar seu filho e até mesmo despotencializar a professora e, consequentemente, a tarefa de casa e seus objetivos.

    10. Demonstre que você confia em seu filho, respeita suas iniciativas e seus limites e conhece suas possibilidades. Crie um clima de camaradagem e consciência na família, mas não deixe de dar limites e ser rigoroso com os relapsos e irresponsabilidades.

    terça-feira, 18 de janeiro de 2011

    segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

    Cadernos de Crianças de 5 e 6 anos!
    MARAVILHOSOS!!




















    FASES DO DESENHO INFANTIL







    FASES DO DESENHO INFANTIL


    Alguns psicólogos e pedagogos, em uma linguagem mais coloquial, utilizam as seguintes referencias:

    • De 1 a 3 anos
    É a idade das famosas garatujas: simples riscos ainda desprovidos de controle motor, a criança ignora os limites do papel e mexa todo o corpo para desenhar, avançando os traçados pelas paredes e chão. As primeiras garatujas são linhas longitudinais que, com o tempo, vão se tornando circulares e, por fim, se fecham em formas independentes, que ficam soltas na página. No final dessa fase, é possível que surjam os primeiros indícios de figuras humanas, como cabeças com olhos.

    • De 3 a 4 anos
    Já conquistou a forma e seus desenhos têm a intenção de reproduzir algo. Ela também respeita melhor os limites do papel. Mas o grande salto é ser capaz de desenhar um ser humano reconhecível, com pernas, braços, pescoço e tronco.

    • De 4 a 5 anos
    É uma fase de temas clássicos do desenho infantil, como paisagens, casinhas, flores, super-heróis, veículos e animais, varia no uso das cores, buscando um certo realismo. Suas figuras humanas já dispõem de novos detalhes, como cabelos, pés e mãos, e a distribuição dos desenhos no papel obedecem a uma certa lógica, do tipo céu no alto da folha. Aparece ainda a tendência à antropomorfização, ou seja, a emprestar características humanas a elementos da natureza, como o famoso sol com olhos e boca. Esta tendência deve se estender até 7 ou 8 anos.

    • De 5 a 6 anos
    Os desenhos sempre se baseiam em roteiros com começo, meio e fim. As figuras humanas aparecem vestidas e a criança dá grande atenção a detalhes como as cores. Os temas variam e o fato de não terem nada a ver com a vida dela são um indício de desprendimento e capacidade de contar histórias sobre o mundo.

    • De 7 a 8 anos
    O realismo é a marca desta fase, em que surge também a noção de perspectiva. Ou seja, os desenhos da criança já dão uma impressão de profundidade e distância. Extremamente exigentes, muitas deixam de desenhar, se acham que seus trabalhos não ficam bonitos.

    Como podemos perceber o linha de evolução é similar mudando com maior ênfase o enfoque em alguns aspectos. O importante é respeitar os ritmos de cada criança e permitir que ela possa desenhar livremente, sem intervenção direta, explorando diversos materiais, suportes e situações.

    Para tentarmos entender melhor o universo infantil muitas vezes buscamos interpretar os seus desenhos, devemos porém lembrar que a interpretação de um desenho isolada do contexto em que foi elaborado não faz sentido.

    É aconselhável, ao professor, que ofereça às crianças o contato com diferentes tipos de desenhos e obras de artes, que elas façam a leitura de suas produções e escutem a de outros e também que sugira a criança desenhar a partir de observações diversas (cenas, objetos, pessoas) para que possamos ajudá-la a nutrisse de informações e enriquecer o seu grafismo. Assim elas poderão reformular suas idéias e construir novos conhecimentos.

    Enfim, o desenho infantil é um universo cheio de mundos a serem explorados.

    sábado, 15 de janeiro de 2011



    DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
    Omissão ou Parceria?

    Tenho observado no decorrer dos 30 anos de escola, como o ensino público e muitos dos particulares apresenta um ensino precário.

    Percebo que muitas crianças apresentam dificuldades e não só dificuldade de aprendizagem, mas infelizmente social, emocional e cultural.

    Sei que existem bons profissionais nas escolas, preocupados com seus alunos, com a sua aprendizagem e com sua construção enquanto cidadãos, mas infelizmente, percebe-se claramente a falta de compromisso, a falta de paciência para lidar, falta de domínio de classe, alguns professores nem percebem que os alunos apresentam dificuldades de aprendizagem, não os encaminham nem para a coordenação pedagógica e nem comunicam aos pais.

    Professores sem condições de intervir numa dificuldade de aprendizagem, sem capacitação necessária e mínima de entender o outro e suas limitações.

    Muitas das escolas não manifestam interesse em ter um professor qualificado e capacitado, acomodam-se ao acomodado!! Muitos quando são, são por conta de pontuações do qual os favorece no aumento salarial.

    E o que fazer com esta criança que grita por socorro, perante os pais e professores?

    Muito simples, a resposta é, olhe para seu filho e seu aluno como um sujeito único, sem comparações, respeitando suas limitações e ajudando-o a crescer emocionalmente e socialmente.

    Uma criança que percebe que é limitado, sua auto estima fica baixa e isso projeta em fatores emocionais e escolares bastantes conturbadores e negativos.

    A criança com dificuldade não é o que é porque quer!

    Todos nós passamos por mortes de familiares, perdas de casa no incêndio, nas chuvas, pais separados e casados novamente, abuso sexual, estupro, pedofilia, drogas, bullyng e inúmeras tragédias, porém algumas pessoas adultas conseguem refazer suas vidas e seguir em frente ao invés de se lamentar, a essas pessoas denominamos de resilientes, pois mesmo sofrendo pressões volta a seu estado normal, ou seja brota das pedras; mas outras, como as crianças, nem sempre são capazes, sozinhas, de ter esse dissernimento para refazer sua vidinha e pular os obstacúlos, apesar de muitas serem fortes e corajosas.

    Segundo Smith, “O termo dificuldade de aprendizagem refere-se não a um único distúrbio, mas a uma ampla gama de problemas que podem afetar qualquer área do desempenho acadêmico”.

    Um dos grandes desafios das escolas ou do professor é chegar a uma ação eficaz e inovadora. O planejamento vai ajudar a organizar e refletir para procurar chegar a uma ação que seja transformadora, mas para isso precisa ser revista a formação acadêmica,para que consiga cada vez mais trabalhar com seus sentimentos de forma tranquila e consciente, com domínios de assuntos e conteúdos programados. Um educador de corpo e alma presente é fundamental no processo de ensino-aprendizagem.

    Sendo assim, segundo Hashimoto, a dificuldade de aprendizagem é uma situação momentânea na vida do aluno, que não consegue caminhar em seus processos escolares, dentro do currículo esperado pela escola, acarretando comprometimento em termos de aproveitamento e ou avaliação.

    Portanto o trabalho de um psicopedagogo, juntamento com profissionais qualificados, como psicólogos, fonaudiólogos e neurologista são de extrema impoprtância pois atuam no caráter preventivo e terapêutico.

    Preventivamente deve atuar não só no âmbito escolar, mas alcançar a família e a comunidade, esclarecendo sobre as diferentes etapas do desenvolvimento, para que possam compreender e entender suas características evitando assim cobranças de atitudes ou pensamentos que não são próprios da idade.

    Terapeuticamente a psicopedagogia deve identificar, analisar, planejar, intervir através das etapas de diagnóstico e tratamento através do diagnóstico clínico,
    identificando as causas dos problemas de aprendizagem de 8 a 10 sessões com duração de 50 minutos cada.

    O diagnóstico poderá confirmar ou não as suspeitas do psicopedagogo. Neste caso ele indicará um tratamento psicopedagógico, mas poderá também identificar outros problemas e aí ele poderá indicar um psicólogo, um fonoaudiólogo, um neurologista, ou outro profissional a depender do caso.

    Thereza Bianchi
    ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO E REFORÇO ESCOLAR
    Rua Miguel Gustavo, 02 - Vila Sta. Maria (esquina com a Av. Deputado Emílio Carlos, altura do no. 1900)
    tel. (11) 3935-0944 ou cel. (11) 7672-6660

    sexta-feira, 14 de janeiro de 2011


    JOGOS ENRIQUECEDORES PARA CRIANÇAS

    PEÇAS DE ENCAIXE - XADREZ E LUDO - JOGO DA VELHA









    PSICOMOTRICIDADE


    É indispensável em todo o processo educativo um espaço e um tempo para a criança brincar e, assim se desenvolver, melhor se comunicar e se revelar. No brincar a criança constrói um espaço de experimentação, de transição entre o mundo interno e externo.

    A psicomotricidade pode ser apresentada a criança como uma série de exercícios a serem cumpridos com seriedade ou como situações lúdicas, onde ela se desenvolverá como uma brincadeira, de forma prazeroza, e desenvolverá igualmente sua potencialidade psicomotora.

    O Psicomotricista

    É o profissional da área de saúde e educação que pesquisa, avalia, previne e trata do Homem na aquisição, no desenvolvimento e nos transtornos da integração somato-psíquica e da retrôgenese. Quais são suas áreas de atuação? Educação, Clínica, Consultoria, Supervisão, e Pesquisa. Qual a clientela atendida? Crianças em fase de desenvolvimento; bebês de alto risco; crianças com dificuldades/atrasos no desenvolvimento global; pessoas portadoras de necessidades especiais: deficiências sensoriais, motoras, mentais e psíquicas; família e a 3ª idade. Mercado de trabalho Creches; escolas; escolas especiais; clínicas multidisciplinares; consultórios; clínicas geriátricas; postos de saúde; hospitais; empresas.


    A importância de estimular o seu filho


    O que alguém aprende ou deixa de aprender na infância pode afetar suas habilidades no futuro?

    A função das sinapses Avanços na tecnologia do mapeamento cerebral permitem aos cientistas, como nunca, estudar o desenvolvimento do cérebro em mais detalhes. Tais estudos indicam que os primeiros anos de uma criança são essenciais para o desenvolvimento das funções cerebrais necessárias para lidar com informações, expressar emoções de forma adequada e tornar-se eficiente na linguagem.As conexões neurais são formadas muito rapidamente nos primeiros anos de vida.

    O cérebro aumenta sensivelmente em tamanho, estrutura e função durante os primeiros anos de vida. Num ambiente rico em estímulos e incentivos ao aprendizado, as sinapses se multiplicam, criando uma ampla rede de conexões neurais, que dão origem ao pensamento, ao aprendizado e ao raciocínio. O que pode acontecer é que, quanto mais estímulo o cérebro infantil recebe, mais células nervosas são ativadas e mais conexões são criadas entre elas. O interessante é que esse estímulo não é simplesmente de origem intelectual, adquirido quando se está presenciando acontecimentos, quando se obtêm informações ou quando se exercita a linguagem. Os cientistas constataram que o estímulo emocional também é necessário. Pesquisas indicam que se criam menos conexões neurais em bebês que não são abraçados, acalentados, emocionalmente estimulados ou com os quais não se fazem brincadeiras. Bebês sem o estímulo adequado talvez não se desenvolvam tanto quanto outros

    SÍNDROME DE GILLES DE LA TOURETTE

    Os tiques são transtornos geralmente temporários, associados à distúrbios emocionais provenientes de dificuldades na vida familiar, escolar ou no desempenho profissional, em que a auto-estima, freqüentemente, está comprometida (9). São representados por atividades motoras repetitivas (piscar os olhos, deslocamento rápido da cabeça ou dar de ombros, franzir o nariz, entortar a boca, morder a bochecha, morder objetos ou gola de camisa) ou emissões fônicas pouco usuais (tosse seca, arrotos, pigarros, grunhidos, sons nasais inspiratórios ou expiratórios, como se promovendo “limpeza” nasal). Estas atividades, aparentemente, involuntárias e inconscientes, determinam mal estar, repulsa e, até mesmo, reações exasperadas nas pessoas de convívio íntimo. Em condições de maior estresse, os tiques tornam-se muito mais evidentes e podem se tornar crônicos. Por outro lado, podem ser parciais ou totalmente suprimidos voluntariamente.

    Podemos definir os tiques como movimentos, gestos ou vocalizações que surgem de forma súbita, imitando uma atividade normal e que se repetem de forma estereotipada. São de curta duração e, às vezes, podem ocorrer agrupados. Costumam ser autolimitados, desaparecendo totalmente num período inferior a 12 meses ou ser substituído por outro tipo de maneirismo ou mania. A presença de tiques transitórios é mais freqüente entre as crianças, ocorrendo em cerca de 10% delas, com nítido predomínio nos meninos.

    A faixa etária de maior incidência situa-se entre 7 e 11 anos. É mais encontrado entre crianças brancas e residentes em áreas urbanas.
    Os tiques podem estar presentes em crianças que necessitam avaliação fonoaudiológica ou psicopedagógica por outros motivos, como atraso na aquisição da fala e/ou dificuldade escolar. Entretanto, na maioria das vezes, a presença do tique não determina preocupação no profissional, acreditando que este faz parte do quadro emocional que acompanha a dificuldade de linguagem (falada ou escrita) e na aprendizagem.

    É importante,voce profissional, conhecer esta patologia porque podem estar associados outros sinais e sintomas que você insiste tentar corrigir, sem saber que faz parte de uma síndrome e que, potencialmente, pode ser resolvido com tratamento medicamentoso. Isto mesmo!!! É um transtorno que pode ser controlado com o uso de medicamento!!! E não é tão raro como pode parecer. Acredita-se que é pouco diagnosticado pelo desconhecimento dos profissionais que lidam com crianças, tanto na área médica, como psicológica, psicopedagógica, pedagógica e fonoaudiológica.

    A Síndrome de Gilles de la Tourette
    A síndrome é um transtorno de tique grave, progressivo, em que tiques motores múltiplos e vocais (tiques fônicos) ocorrem combinados. Tem inicio precocemente na infância, com características benignas, observando-se apenas crises passageiras de tiques motores simples, como piscar os olhos ou movimentos bruscos do pescoço/cabeça, podendo surgir e desaparecer, ou tornar-se persistentes, a ponto de já desencadear efeitos nocivos na criança, frente à reação (de certa forma) agressiva da família e as gozações de colegas da escola. À medida que a síndrome se desenvolve, os tiques motores, inicialmente simples, adquirem características mais complexas e múltiplas. Ficam camuflados na forma de atividade motora intencional (como remover o cabelo da testa com o braço), mas acaba sendo identificado como tique por seu caráter repetitivo.

    Os tiques fônicos iniciam-se após cerca de dois anos dos sintomas motores, com características simples como grunhidos, pigarros, gritos agudos e curtos. Não raramente, a criança passa a receber apelidos conforme o som que desenvolve. Por exemplo, passa a ser conhecido na escola como “hic”, porque ao apresentar o tique motor, emite este som agudo e breve.
    As crianças comprometidas com a síndrome dos tiques, podem apresentar, associadamente, alguns distúrbios no comportamento, incluindo fala ou conduta desinibida, impulsividade, desatenção, hiperatividade motora e, tardiamente, sintomas obsessivo-compulsivos, caracterizados por rituais, idéias obsessivas, necessidade de tocar, friccionar, entre outros.

    TRATAMENTO
    O tratamento da criança com Síndrome de Gilles de la Tourette deve incluir:
    a) Neurologista: que consegue o controle dos sintomas em 80% dos casos, utilizando haloperidol isolado ou associado com pimozida.
    b) Psicologia para orientação familiar. A orientação psicológica busca transformar a impressão familiar de que a presença dos tiques seja voluntária e com intenção provocativa. Visa, ainda, confortar a família com a possibilidade dos transtornos não serem rigidamente progressivos e que, normalmente tendem a melhorar na idade adulta. Essa informação passa a ser vital para aqueles familiares que têm acesso à literatura leiga ou médica geral, que enfoca a síndrome com os casos mais graves e extremos e que, felizmente, são pouco freqüentes.
    c) Fonoaudiologia e Psicopedagogia: para o acompanhamento do desenvolvimento escolar que costuma ser abaixo do esperado frente a desatenção e dificuldade específica no aprendizado de leitura e escrita.
    d)Os professores devem ser orientados para agir com maior compreensão e moderação frente aos episódios de tiques que podem ter características de alta impetuosidade e agressividade (física e/ou vocal). Por ocasião das provas, devido ao estresse e conseqüente acentuação dos tiques, permitir sua realização em ambiente isolado dos outros alunos ou priorizar as provas orais. Os colegas de classe devem receber orientação especial para evitar caçoar da criança.