O QUE É PSICOPEDAGOGIA?


A Psicopedagogia é um campo do conhecimento que se propõe a integrar, de modo coerente, conhecimentos e princípios de diferentes Ciências Humanas com a meta de adquirir uma ampla compreensão sobre os variados processos inerentes ao aprender humano.

Enquanto área de Conhecimento Multidisciplinar, interessa a Psicopedagogia compreender como ocorre os processos de aprendizagem e entender as possíveis dificuldades situadas neste movimento.

Para tal, faz uso da integração e síntese de vários campos do conhecimento, tais com a Psicologia, a Psicanálise, a Filosofia, a Psicologia Transpessoal, a Pedagogia, a Neurologia, entre outros.


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cadernos de Crianças de 5 e 6 anos!
MARAVILHOSOS!!




















FASES DO DESENHO INFANTIL







FASES DO DESENHO INFANTIL


Alguns psicólogos e pedagogos, em uma linguagem mais coloquial, utilizam as seguintes referencias:

• De 1 a 3 anos
É a idade das famosas garatujas: simples riscos ainda desprovidos de controle motor, a criança ignora os limites do papel e mexa todo o corpo para desenhar, avançando os traçados pelas paredes e chão. As primeiras garatujas são linhas longitudinais que, com o tempo, vão se tornando circulares e, por fim, se fecham em formas independentes, que ficam soltas na página. No final dessa fase, é possível que surjam os primeiros indícios de figuras humanas, como cabeças com olhos.

• De 3 a 4 anos
Já conquistou a forma e seus desenhos têm a intenção de reproduzir algo. Ela também respeita melhor os limites do papel. Mas o grande salto é ser capaz de desenhar um ser humano reconhecível, com pernas, braços, pescoço e tronco.

• De 4 a 5 anos
É uma fase de temas clássicos do desenho infantil, como paisagens, casinhas, flores, super-heróis, veículos e animais, varia no uso das cores, buscando um certo realismo. Suas figuras humanas já dispõem de novos detalhes, como cabelos, pés e mãos, e a distribuição dos desenhos no papel obedecem a uma certa lógica, do tipo céu no alto da folha. Aparece ainda a tendência à antropomorfização, ou seja, a emprestar características humanas a elementos da natureza, como o famoso sol com olhos e boca. Esta tendência deve se estender até 7 ou 8 anos.

• De 5 a 6 anos
Os desenhos sempre se baseiam em roteiros com começo, meio e fim. As figuras humanas aparecem vestidas e a criança dá grande atenção a detalhes como as cores. Os temas variam e o fato de não terem nada a ver com a vida dela são um indício de desprendimento e capacidade de contar histórias sobre o mundo.

• De 7 a 8 anos
O realismo é a marca desta fase, em que surge também a noção de perspectiva. Ou seja, os desenhos da criança já dão uma impressão de profundidade e distância. Extremamente exigentes, muitas deixam de desenhar, se acham que seus trabalhos não ficam bonitos.

Como podemos perceber o linha de evolução é similar mudando com maior ênfase o enfoque em alguns aspectos. O importante é respeitar os ritmos de cada criança e permitir que ela possa desenhar livremente, sem intervenção direta, explorando diversos materiais, suportes e situações.

Para tentarmos entender melhor o universo infantil muitas vezes buscamos interpretar os seus desenhos, devemos porém lembrar que a interpretação de um desenho isolada do contexto em que foi elaborado não faz sentido.

É aconselhável, ao professor, que ofereça às crianças o contato com diferentes tipos de desenhos e obras de artes, que elas façam a leitura de suas produções e escutem a de outros e também que sugira a criança desenhar a partir de observações diversas (cenas, objetos, pessoas) para que possamos ajudá-la a nutrisse de informações e enriquecer o seu grafismo. Assim elas poderão reformular suas idéias e construir novos conhecimentos.

Enfim, o desenho infantil é um universo cheio de mundos a serem explorados.

sábado, 15 de janeiro de 2011



DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
Omissão ou Parceria?

Tenho observado no decorrer dos 30 anos de escola, como o ensino público e muitos dos particulares apresenta um ensino precário.

Percebo que muitas crianças apresentam dificuldades e não só dificuldade de aprendizagem, mas infelizmente social, emocional e cultural.

Sei que existem bons profissionais nas escolas, preocupados com seus alunos, com a sua aprendizagem e com sua construção enquanto cidadãos, mas infelizmente, percebe-se claramente a falta de compromisso, a falta de paciência para lidar, falta de domínio de classe, alguns professores nem percebem que os alunos apresentam dificuldades de aprendizagem, não os encaminham nem para a coordenação pedagógica e nem comunicam aos pais.

Professores sem condições de intervir numa dificuldade de aprendizagem, sem capacitação necessária e mínima de entender o outro e suas limitações.

Muitas das escolas não manifestam interesse em ter um professor qualificado e capacitado, acomodam-se ao acomodado!! Muitos quando são, são por conta de pontuações do qual os favorece no aumento salarial.

E o que fazer com esta criança que grita por socorro, perante os pais e professores?

Muito simples, a resposta é, olhe para seu filho e seu aluno como um sujeito único, sem comparações, respeitando suas limitações e ajudando-o a crescer emocionalmente e socialmente.

Uma criança que percebe que é limitado, sua auto estima fica baixa e isso projeta em fatores emocionais e escolares bastantes conturbadores e negativos.

A criança com dificuldade não é o que é porque quer!

Todos nós passamos por mortes de familiares, perdas de casa no incêndio, nas chuvas, pais separados e casados novamente, abuso sexual, estupro, pedofilia, drogas, bullyng e inúmeras tragédias, porém algumas pessoas adultas conseguem refazer suas vidas e seguir em frente ao invés de se lamentar, a essas pessoas denominamos de resilientes, pois mesmo sofrendo pressões volta a seu estado normal, ou seja brota das pedras; mas outras, como as crianças, nem sempre são capazes, sozinhas, de ter esse dissernimento para refazer sua vidinha e pular os obstacúlos, apesar de muitas serem fortes e corajosas.

Segundo Smith, “O termo dificuldade de aprendizagem refere-se não a um único distúrbio, mas a uma ampla gama de problemas que podem afetar qualquer área do desempenho acadêmico”.

Um dos grandes desafios das escolas ou do professor é chegar a uma ação eficaz e inovadora. O planejamento vai ajudar a organizar e refletir para procurar chegar a uma ação que seja transformadora, mas para isso precisa ser revista a formação acadêmica,para que consiga cada vez mais trabalhar com seus sentimentos de forma tranquila e consciente, com domínios de assuntos e conteúdos programados. Um educador de corpo e alma presente é fundamental no processo de ensino-aprendizagem.

Sendo assim, segundo Hashimoto, a dificuldade de aprendizagem é uma situação momentânea na vida do aluno, que não consegue caminhar em seus processos escolares, dentro do currículo esperado pela escola, acarretando comprometimento em termos de aproveitamento e ou avaliação.

Portanto o trabalho de um psicopedagogo, juntamento com profissionais qualificados, como psicólogos, fonaudiólogos e neurologista são de extrema impoprtância pois atuam no caráter preventivo e terapêutico.

Preventivamente deve atuar não só no âmbito escolar, mas alcançar a família e a comunidade, esclarecendo sobre as diferentes etapas do desenvolvimento, para que possam compreender e entender suas características evitando assim cobranças de atitudes ou pensamentos que não são próprios da idade.

Terapeuticamente a psicopedagogia deve identificar, analisar, planejar, intervir através das etapas de diagnóstico e tratamento através do diagnóstico clínico,
identificando as causas dos problemas de aprendizagem de 8 a 10 sessões com duração de 50 minutos cada.

O diagnóstico poderá confirmar ou não as suspeitas do psicopedagogo. Neste caso ele indicará um tratamento psicopedagógico, mas poderá também identificar outros problemas e aí ele poderá indicar um psicólogo, um fonoaudiólogo, um neurologista, ou outro profissional a depender do caso.

Thereza Bianchi
ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO E REFORÇO ESCOLAR
Rua Miguel Gustavo, 02 - Vila Sta. Maria (esquina com a Av. Deputado Emílio Carlos, altura do no. 1900)
tel. (11) 3935-0944 ou cel. (11) 7672-6660

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011


JOGOS ENRIQUECEDORES PARA CRIANÇAS

PEÇAS DE ENCAIXE - XADREZ E LUDO - JOGO DA VELHA









PSICOMOTRICIDADE


É indispensável em todo o processo educativo um espaço e um tempo para a criança brincar e, assim se desenvolver, melhor se comunicar e se revelar. No brincar a criança constrói um espaço de experimentação, de transição entre o mundo interno e externo.

A psicomotricidade pode ser apresentada a criança como uma série de exercícios a serem cumpridos com seriedade ou como situações lúdicas, onde ela se desenvolverá como uma brincadeira, de forma prazeroza, e desenvolverá igualmente sua potencialidade psicomotora.

O Psicomotricista

É o profissional da área de saúde e educação que pesquisa, avalia, previne e trata do Homem na aquisição, no desenvolvimento e nos transtornos da integração somato-psíquica e da retrôgenese. Quais são suas áreas de atuação? Educação, Clínica, Consultoria, Supervisão, e Pesquisa. Qual a clientela atendida? Crianças em fase de desenvolvimento; bebês de alto risco; crianças com dificuldades/atrasos no desenvolvimento global; pessoas portadoras de necessidades especiais: deficiências sensoriais, motoras, mentais e psíquicas; família e a 3ª idade. Mercado de trabalho Creches; escolas; escolas especiais; clínicas multidisciplinares; consultórios; clínicas geriátricas; postos de saúde; hospitais; empresas.


A importância de estimular o seu filho


O que alguém aprende ou deixa de aprender na infância pode afetar suas habilidades no futuro?

A função das sinapses Avanços na tecnologia do mapeamento cerebral permitem aos cientistas, como nunca, estudar o desenvolvimento do cérebro em mais detalhes. Tais estudos indicam que os primeiros anos de uma criança são essenciais para o desenvolvimento das funções cerebrais necessárias para lidar com informações, expressar emoções de forma adequada e tornar-se eficiente na linguagem.As conexões neurais são formadas muito rapidamente nos primeiros anos de vida.

O cérebro aumenta sensivelmente em tamanho, estrutura e função durante os primeiros anos de vida. Num ambiente rico em estímulos e incentivos ao aprendizado, as sinapses se multiplicam, criando uma ampla rede de conexões neurais, que dão origem ao pensamento, ao aprendizado e ao raciocínio. O que pode acontecer é que, quanto mais estímulo o cérebro infantil recebe, mais células nervosas são ativadas e mais conexões são criadas entre elas. O interessante é que esse estímulo não é simplesmente de origem intelectual, adquirido quando se está presenciando acontecimentos, quando se obtêm informações ou quando se exercita a linguagem. Os cientistas constataram que o estímulo emocional também é necessário. Pesquisas indicam que se criam menos conexões neurais em bebês que não são abraçados, acalentados, emocionalmente estimulados ou com os quais não se fazem brincadeiras. Bebês sem o estímulo adequado talvez não se desenvolvam tanto quanto outros

SÍNDROME DE GILLES DE LA TOURETTE

Os tiques são transtornos geralmente temporários, associados à distúrbios emocionais provenientes de dificuldades na vida familiar, escolar ou no desempenho profissional, em que a auto-estima, freqüentemente, está comprometida (9). São representados por atividades motoras repetitivas (piscar os olhos, deslocamento rápido da cabeça ou dar de ombros, franzir o nariz, entortar a boca, morder a bochecha, morder objetos ou gola de camisa) ou emissões fônicas pouco usuais (tosse seca, arrotos, pigarros, grunhidos, sons nasais inspiratórios ou expiratórios, como se promovendo “limpeza” nasal). Estas atividades, aparentemente, involuntárias e inconscientes, determinam mal estar, repulsa e, até mesmo, reações exasperadas nas pessoas de convívio íntimo. Em condições de maior estresse, os tiques tornam-se muito mais evidentes e podem se tornar crônicos. Por outro lado, podem ser parciais ou totalmente suprimidos voluntariamente.

Podemos definir os tiques como movimentos, gestos ou vocalizações que surgem de forma súbita, imitando uma atividade normal e que se repetem de forma estereotipada. São de curta duração e, às vezes, podem ocorrer agrupados. Costumam ser autolimitados, desaparecendo totalmente num período inferior a 12 meses ou ser substituído por outro tipo de maneirismo ou mania. A presença de tiques transitórios é mais freqüente entre as crianças, ocorrendo em cerca de 10% delas, com nítido predomínio nos meninos.

A faixa etária de maior incidência situa-se entre 7 e 11 anos. É mais encontrado entre crianças brancas e residentes em áreas urbanas.
Os tiques podem estar presentes em crianças que necessitam avaliação fonoaudiológica ou psicopedagógica por outros motivos, como atraso na aquisição da fala e/ou dificuldade escolar. Entretanto, na maioria das vezes, a presença do tique não determina preocupação no profissional, acreditando que este faz parte do quadro emocional que acompanha a dificuldade de linguagem (falada ou escrita) e na aprendizagem.

É importante,voce profissional, conhecer esta patologia porque podem estar associados outros sinais e sintomas que você insiste tentar corrigir, sem saber que faz parte de uma síndrome e que, potencialmente, pode ser resolvido com tratamento medicamentoso. Isto mesmo!!! É um transtorno que pode ser controlado com o uso de medicamento!!! E não é tão raro como pode parecer. Acredita-se que é pouco diagnosticado pelo desconhecimento dos profissionais que lidam com crianças, tanto na área médica, como psicológica, psicopedagógica, pedagógica e fonoaudiológica.

A Síndrome de Gilles de la Tourette
A síndrome é um transtorno de tique grave, progressivo, em que tiques motores múltiplos e vocais (tiques fônicos) ocorrem combinados. Tem inicio precocemente na infância, com características benignas, observando-se apenas crises passageiras de tiques motores simples, como piscar os olhos ou movimentos bruscos do pescoço/cabeça, podendo surgir e desaparecer, ou tornar-se persistentes, a ponto de já desencadear efeitos nocivos na criança, frente à reação (de certa forma) agressiva da família e as gozações de colegas da escola. À medida que a síndrome se desenvolve, os tiques motores, inicialmente simples, adquirem características mais complexas e múltiplas. Ficam camuflados na forma de atividade motora intencional (como remover o cabelo da testa com o braço), mas acaba sendo identificado como tique por seu caráter repetitivo.

Os tiques fônicos iniciam-se após cerca de dois anos dos sintomas motores, com características simples como grunhidos, pigarros, gritos agudos e curtos. Não raramente, a criança passa a receber apelidos conforme o som que desenvolve. Por exemplo, passa a ser conhecido na escola como “hic”, porque ao apresentar o tique motor, emite este som agudo e breve.
As crianças comprometidas com a síndrome dos tiques, podem apresentar, associadamente, alguns distúrbios no comportamento, incluindo fala ou conduta desinibida, impulsividade, desatenção, hiperatividade motora e, tardiamente, sintomas obsessivo-compulsivos, caracterizados por rituais, idéias obsessivas, necessidade de tocar, friccionar, entre outros.

TRATAMENTO
O tratamento da criança com Síndrome de Gilles de la Tourette deve incluir:
a) Neurologista: que consegue o controle dos sintomas em 80% dos casos, utilizando haloperidol isolado ou associado com pimozida.
b) Psicologia para orientação familiar. A orientação psicológica busca transformar a impressão familiar de que a presença dos tiques seja voluntária e com intenção provocativa. Visa, ainda, confortar a família com a possibilidade dos transtornos não serem rigidamente progressivos e que, normalmente tendem a melhorar na idade adulta. Essa informação passa a ser vital para aqueles familiares que têm acesso à literatura leiga ou médica geral, que enfoca a síndrome com os casos mais graves e extremos e que, felizmente, são pouco freqüentes.
c) Fonoaudiologia e Psicopedagogia: para o acompanhamento do desenvolvimento escolar que costuma ser abaixo do esperado frente a desatenção e dificuldade específica no aprendizado de leitura e escrita.
d)Os professores devem ser orientados para agir com maior compreensão e moderação frente aos episódios de tiques que podem ter características de alta impetuosidade e agressividade (física e/ou vocal). Por ocasião das provas, devido ao estresse e conseqüente acentuação dos tiques, permitir sua realização em ambiente isolado dos outros alunos ou priorizar as provas orais. Os colegas de classe devem receber orientação especial para evitar caçoar da criança.