O QUE É PSICOPEDAGOGIA?


A Psicopedagogia é um campo do conhecimento que se propõe a integrar, de modo coerente, conhecimentos e princípios de diferentes Ciências Humanas com a meta de adquirir uma ampla compreensão sobre os variados processos inerentes ao aprender humano.

Enquanto área de Conhecimento Multidisciplinar, interessa a Psicopedagogia compreender como ocorre os processos de aprendizagem e entender as possíveis dificuldades situadas neste movimento.

Para tal, faz uso da integração e síntese de vários campos do conhecimento, tais com a Psicologia, a Psicanálise, a Filosofia, a Psicologia Transpessoal, a Pedagogia, a Neurologia, entre outros.


sexta-feira, 1 de abril de 2011


SOBRE A INCLUSÃO - PARA REFLETIR!


PODRE COCOZINHO!!!

Era uma vez um cocô. Um cocozinho feio e fedidinho, jogado no pasto de uma fazenda. Coitado do cocô! Desde que veio ao mundo, ele vinha tentando conversar com alguém, fazer amigos, mas quem passava por ali não queria saber dele:
- Hum! Que coisa fedida! - diziam as crianças.
- Cuidado! Não encostem na sujeira! - avisavam os adultos.

E o cocozinho, sozinho, passava o tempo cantando, triste:
Sou um pobre cocozinho
Tão feinho, fedidinho
Eu não sirvo para nada
Ninguém quer saber de mim...

De vez em quando ele via uma criança e torcia para que ela chegasse
perto dele, mas era sempre a mesma coisa:
- Olha a porcaria! - repetiam todos.
Não restava nada para o cocô fazer, a não ser cantar baixinho:

Sou um pobre cocozinho
Tão feinho, fedidinho...

Um dia ele viu que um homem se aproximava;já imaginando o que ia acontecer, o cocozinho se encolheu."Mais um que vai me xingar", pensou. Mas... Oh! Surpresa! O homem foi chegando, abrindo um sorriso, e seu rosto se iluminou:
- Mas que maravilha! Que belo cocô! Era exatamente disso que eu precisava.O cocô nem acreditava no que estava ouvindo. Maravilha, ele? Precisando?
Aquele homem devia ser maluco!Pois aquele homem não era maluco, não. Era um jardineiro.
E, usando uma pá, com todo o cuidado, ele levou o cocozinho para um lindo jardim.
Ali, acomodou-o na terra, ao pé de uma roseira. E, depois de alguns dias, o cocozinho percebeu, feliz e orgulhoso, que, graças a sua força, a roseira tinha feito brotar uma magnífica rosa vermelha, bela e perfumada.





Rosane Pamplona, autora deste conto, foi professora de Língua Portuguesa em várias escolas e universidades. Atualmente escreve livros, conta histórias e forma professores. 





Um Professor

O pequeno Carlinhos chegou em casa cedo e correu para o colo do vovô. Ele adorava as histórias dele. Sempre tinha animal no enredo e como ele não tinha vergonha de chorar, esperava ansioso o final para se emocionar. Hoje seu avô estava muito triste:
-         o que houve vovô – indagou o neto – porque está com essa cara de tristeza?
-         Desculpe carlinhos mas fiquei sabendo, ainda a pouco, que um amigo de infância faleceu.
-         Poxa! Pela quantidade de lágrimas que tem no lenço o senhor devia gostar muito mesmo dele...
O vovô enxugou mais uma vez o rosto. Suas rugas banhadas em emoção lhe trouxeram á mente lembranças daquele que o ajudara tanto.
-         como era o nome dele vovô? Perguntou carlinhos.
-         Eu não lembro, minha memória não ajuda mais, porém ainda sei qual era sua profissão...
O netinho se aconchegou no colo quentinho e aguçou os ouvidos. Sentiu que alguma história viria.
-         meu amigo era um professor!
-         Um professor? Mas vovô, tu choras por um professor? Se ao menos fosse um médico, um artista de televisão, um jogador de futebol mas um professor?
-         Não sabe o que está dizendo Carlinhos, só o tempo é capaz de dizer quem realmente são as pessoas importantes de nossas vidas. Um professor é alguém que me ensinou a engatinhar nas sílabas quando eu tropeçava nas letras, alguém que me cantou as rimas dos poetas, quando eu temia a prosa da vida, me levou por uma viagem mundo a fora quando eu era pobre e não conseguia sair do quintal de casa; um professor é alguém que me abriu os olhos para o mundo e me preparou para viver, alguém que me disse: estude, quando eu só pensava em brincar, e brincando eu aprendi; até hoje sinto falta de suas broncas, pois hoje estou velho e não tenho ninguém para me dar broncas; um professor é aquele amigo que me acompanhou pelas horas difíceis das provas, avisou  dos perigos do caminho e ainda com sua mão generosa e seu coração paciente plantou sementes de esperança e alegria dentro de mim, alguém que abençoou meus talentos quando disse: você pode! E acordou minhas vocações quando escreveu no quadro negro: Parabéns pelo seu esforço! Se eu pudesse voltar atrás, agradeceria tudo que ele fez por mim, na época eu não entendia que aquele homem simples, de fala mansa, gesto amigo, seria a pessoa mais importante da minha vida. Se hoje sou o que sou, devo a ele Carlinhos...
 O neto nem conseguia controlar a emoção. Chegava a soluçar. Realmente, ele como aluno devia ter no mínimo 10 professoras mas vivia tão distraído brincando, conversando, desenhando que nunca tinha parado para perceber como aquelas pessoas eram importantes para ele.
-         vovô, o senhor poderia escrever isso tudo que falou para meu professor?! Mas quero que o senhor coloque o meu nome no final. É para ele pensar que fui eu mesmo que escrevi.
 O vovô deu um abraço bem forte no netinho e esboçou um sorriso.
“Queira Deus as pessoas não precisem chegar a minha idade para reconhecer como são importante os professores! – pensou o vovô – pena hoje ele não estar mais vivo. Ainda teria muita coisa para dize-lo” concluiu.



Por João Márcio (Bacharel em letras- Licenciado em latim, grego, inglês e literatura)
Psicopedagogo clinico e institucional
Especialista em Gestão da Saúde
Palestrante e escritor, autor do livro Os Quatro Pilares da Educação
Colunista do jornal de mão em mão e do
site www.paralerepensar.com.br





2 comentários:

  1. OLÁ THEREZA!
    ESTAVA PROCURANDO O SEU TEXTO E DE TANTO FUÇAR O ENCONTREI.... GOSTO DELE PARA TRABALHAR A QUESTÃO DO CONTROLE DOS ESFÍNCTERES JUNTO AOS PAIS PARA A FASE "DEIXANDO AS FRALDAS", O TEXTO É ÓTIMO.

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  2. Oi Danny
    Que bom que vc gostou, mas este texto pertence a Professora Rosane Pamplona.
    bjos

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